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CRESCIMENTO SUSTENTADO PASSA POR LÍDERES E PESSOAS - Como o seu Board tem tratado este assunto?

Por Wanderlei Passarella - Founder & Chairman no CELINT


Estava no início de minha carreira executiva quando entrei no Mestrado (stricto sensu) em Administração, pela FEA-USP. Havia me formado engenheiro mecânico pela Politécnica. Muitos hard skills em minha formação, mas pouco dos soft skills, aqueles que fazem realmente a diferença.



Nos primeiros dias de aula da disciplina “Motivação e Liderança”, ministrada pela fantástica Cecília Bergamini, ela percebeu que eu era um dos únicos que não estava ali pela carreira acadêmica, ou porque pretendia lecionar. Eu já atuava em uma grande multinacional, mas tinha uma concepção do ser humano no trabalho ainda bastante carregada das cores da Revolução Industrial.


Pois ela decidiu me acompanhar de perto. Todos os trabalhos que eu entregava, ela fazia questão de ler integralmente, fazer muitas recomendações e pedir, gentilmente, para eu reescrever... duas ou três vezes até encontrar o tom! Isso me obrigou a ler todo o material recomendado, participar ativamente dos debates e encontrar no estudo daquela disciplina uma forma de pautar a minha carreira com um viés diferente.


Muitos anos depois, já Presidente de uma grande organização, fui estudar a Abordagem Transdisciplinar Holística, na UNIPAZ. Com uma bagagem mais humanizada, acrescida de meus antigos estudos sobre motivação, eu logo adotei a visão holística como uma potente ferramenta para facilitar a transformação cultural e obter resultados superiores para os públicos, principalmente os colaboradores, e para acionistas. Ali nasceu o livro “O despertar dos Líderes Integrais” e a motivação inicial para criar o CELINT. Graças à ideia de uma liderança integral e humanizada, durante a grande crise mundial de 2018 consegui resgatar a empresa que eu presidia de um grande buraco, quando chegou a uma dívida de 12 x o EBITDA. Todos na empresa, em todos os níveis, participaram ativamente de sua recuperação. Ao se sanear completamente, tempos depois do ano fatídico, chegou a se valorizar 10 x na Bovespa.


Hoje vejo que o assunto não está na pauta dos Conselhos das empresas com a frequência desejada. Talvez até com nenhuma frequência, em vários casos. Mas, como se manter competitivo, alinhado com as melhores práticas, explorar oportunidades e mitigar riscos no Conselho se não houver uma ampla dedicação ao tema pessoas e cultura? Ao perseguir resultados com afinco, muitos se esquecem que estes são consequência de um trabalho bem feito e de uma estrutura forte, e não um fim em sim mesmo!


Tempo de despertar....


CELINT - Centro de Estudos em Liderança e Governança Integrais






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