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DIÁRIO DE UM CONSELHEIRO - 3

Por Wanderlei Passarella - Founder & Chairman no CELINT


O que fazer quando um dos Conselheiros não se conforma com uma decisão tomada pelo Conselho e procura um a um para reverter o que ficou acertado?



Isso não é muito comum, mas pode acontecer.


Estávamos, naquele dia, discutindo como antecipar potenciais problemas com um cliente importante. Era de fato um ponto muito estratégico para a empresa. Depois de muito debater, concluímos com a ajuda do CEO, de que nada havia ser feito, senão aguardar pelo desenrolar das coisas, pois nosso contrato com o cliente não previa outra alternativa para essa questão.


No dia seguinte, o Conselheiro que havia levantado o problema de forma enfática, ficou muito frustrado e queria nova sessão sem a presença do CEO. O detalhe é que eram parentes.


O que deveríamos ter feito? Chamar nova reunião? Ou não fazer nada pois o que foi decidido é soberano?


Em empresas familiares, as regras de conduta nem sempre são claras mesmo que estejam escritas. Voltar atrás seria um esvaziamento do trabalho do Conselho. Deixar o Conselheiro no vazio pelo seu pleito seria deixá-lo muito resistente com a Governança.


Pois a saída foi pedir a busca por novos elementos factuais para reintroduzir o assunto na próxima reunião do Conselho. Sem novas informações nada poderia ser mudado. Isso motivou o Conselheiro a se aprofundar mais no problema, mas ele nada conseguiu, a decisão tomada não foi mudada e ele acabou compreendendo a situação.


Busque uma saída que conjugue uma boa prática com a atenção para as demandas emocionais e/ou ideológicas dos membros da família de sócios. Nem sempre é possível, mas vale a pena tentar… ser Conselheiro independente tem os seus percalços! Para ter sucesso nessa função é preciso experiência em negócios, visão sólida de Governança e muito preparo pra lidar com o lado humano! 




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