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JÁ OUVIU FALAR DO “CAPITAL PACIENTE”?

Atualizado: 15 de jan.

Por Wanderlei Passarella - Founder & Chairman no CELINT


Sim, tem a ver com a capacidade de resiliência e de espera construtiva pelo resultado, com paciência 🙂 



Capital paciente é uma designação dada aos investimentos feitos com perspectiva de longo prazo, que muitas vezes se estendem por vários anos. Ao contrário do capitalismo de risco convencional, o capital paciente não é guiado pela necessidade de retornos financeiros instantâneos ou de curto prazo.


As empresas familiares normalmente trazem em seu “espírito” a característica de investirem com a filosofia de um capital paciente. Porque os membros da família, ao mesmo que tempo que investem no negócio, também fazem dele o seu trabalho principal. Retiram deste a remuneração pela atividade, os dividendos provenientes do lucro e a valorização da empresa na medida em que ela cresce.



Além do “capital paciente” empresas familiares tem algumas características que as distinguem do universo das empresas convencionais:


·      Tem maior proximidade com sua comunidade e públicos principais


·      Há maior compromisso com a organização e funcionários


·      São menos alavancadas e investem mais em P&D.



Elas têm um profundo impacto na sociedade (Jornal da USP - 18/10/18):


·      Geram 65% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro


·      Empregam 75% da força de trabalho


·      Representarem 90% dos empreendimentos no Brasil.


Segundo o estudo “Family 1000”, feito pelo Banco Credit Suisse e publicado pelo Valor Investe (https://valorinveste.globo.com/mercados/renda-variavel/empresas/noticia/2020/09/16/empresas-familiares-lucram-mais-e-dao-mais-retorno-aos-acionistas-na-pandemia-diz-credit-suisse.ghtml), desde 2006 as empresas familiares vêm consistentemente tendo um retorno para os acionistas acima das demais. Seus papéis se valorizaram, em média, 3,7 pontos percentuais anualmente a mais do que empresas abertas não familiares.


Não é apenas na bolsa que essas companhias se destacam. O estudo do Credit Suisse estima que desde 2006 o crescimento da receita das empresas familiares é 2 pontos percentuais maior do que seus pares. E isso vale tanto para as grandes quanto para as pequenas. Ao mesmo tempo, também sugerem que seu lucro e retorno do fluxo de caixa também são superiores.


Entre as desvantagens da empresa familiar estão: maior presença de conflito societário e menor nível de Governança. É nisso que estamos trabalhando para trazer melhores perspectivas ao desenvolvimento social e econômico de nosso país. Avante!!!




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