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BABETTE: UM EXEMPLO DE LIDERANÇA INTEGRAL

Por Wanderlei Passarella - Founder & Chairman no CELINT


O que de há de numinoso por trás do filme “A Festa de Babette”? Se você ainda não assistiu ao filme, te convido a conhecer a história através deste artigo e refletir sobre o belo exemplo de liderança integral. Se já assistiu, aproveite para fazer uma releitura. Em ambos os casos, compartilhe conosco suas reflexões em “Comentários” abaixo.


Antes de tudo preciso dizer quem de fato era Babette, a personagem principal do filme. Ela era, entre outras coisas, uma líder excepcional e uma grande artista. Talvez antevendo que quem de fato exerce a maestria da liderança integral é, em essência, um artista. Ela era uma dessas pessoas que dominam sua arte não somente com os sentidos físicos, mas com suas emoções, sua análise estética e com seu espírito. Era uma artesã dos aromas e paladares. Dominava como ninguém essa habilidade. Foi uma grande “chef”, que trabalhou num dos mais afamados restaurantes de Paris, uma líder incomum, que propiciava a transmutação dos alimentos e catalisava a mudança construtiva a quem os absorvia.


Fugida da França, devido aos horrores de uma guerra em seu país, ela se refugia na Dinamarca e passa a trabalhar como empregada doméstica de duas senhoras que a acolheram em troca de seus serviços. Com sua infinita simplicidade, ela se demonstra uma líder do mais alto calibre. Foi capaz de uma renúncia sem igual. Trabalhou calada, por anos a fio, sem nunca pedir e nem nunca se queixar. Aprendeu os pratos comuns aos quais suas patroas estavam acostumadas. Apenas esperou pacientemente a oportunidade de demonstrar qual era o potencial de transformação de sua arte.


Sua equipe era um grupo de operários aguardando sua libertação das amarras do capitalismo? Ou vários cientistas que esperavam a chegada de quem iria conduzir seus esforços? Não! Como dito, ela representava o papel de uma simples empregada doméstica, servindo a suas patroas. Estas herdaram um grupo de fiéis de uma seita religiosa fundada por seu pai. E estes fiéis, direta ou indiretamente, também desfrutavam dos serviços de Babette. Para mim, eles eram sua equipe.


Essa sua equipe, então, era composta por pessoas presas a uma religião, cheios de regras de conduta e moral. Mas todos eles humanos, portadores de vícios e de erros e que, por terem a barreira externa da religiosidade, se acomodavam e não visitavam de fato seus interiores. Ali sim, poderiam encontrar a vastidão do espírito, e a possibilidade de uma verdadeira comunhão com o todo, com o mistério e com a ética dos que meditam e refletem criticamente sobre os acontecimentos de nossas vidas.


Clique na figura e continue lendo...falta pouco!





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