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VOCÊ SE IDENTIFICA COM O RELÓGIO OU COM A BÚSSOLA?

Por Wanderlei Passarella - Founder & Chairman no CELINT


O relógio representa o tempo e a bússola representa o caminho, o rumo, a meta. Aparentemente são opostos que podem ser integrados. A compreensão profunda dessas conjunções é parte importante da evolução do ser humano. No desenvolvimento da competência pessoal é primordial integrar esses opostos dentro de nós mesmos. E o primeiro passo é compreendê-los, aceitá-los e, então, buscar sua unificação.



Vivemos uma dualidade entre o aqui e o agora, representado pelo relógio, e o rumo de nossas vidas (nossa meta última) representado pela bússola. Dois instrumentos em geral circulares, com ponteiros que indicam números, letras, símbolos. Assim como o círculo que mostra a totalidade, na psique humana, um símbolo da integração de opostos, referenciado no processo de individuação junguiano (tornarmo-nos o que somos potencialmente).


Mas que resposta existe para esse dilema? Se concentrar no relógio, ao aqui e agora, ao minuto de vida que clama pelo fazer e não fazer instantâneo, ou se voltar à bússola, à criação de um futuro, da vocação e da missão interior? Se concentrar ao compromisso marcado, aquele que exige pontualidade; à tarefa do dia, que exige consecução imediata; aos requisitos da sobrevivência, que exigem atenção constante? Ou se concentrar na missão última, aquela que exige o total de si; à vocação da alma, que exige o mergulho no ser; aos ditames da meta, que requerem a dedicação de uma vida?


A resposta é: a ambos! Quando integramos os dois, há um novo foco, também representado por um círculo: o viver terreno! A vida na Terra requer a integração dessa dualidade. E a Terra também é um círculo (vista no plano), ou esfera. Vivemos em Gaia - a Mãe Terra - o que é temporal (o relógio) e o que é atemporal (a bússola). É apenas na perspectiva do referencial passageiro da vida terrena que vivenciamos o tempo, a finitude. No referencial maior da meta da alma não há tempo, há apenas o rumo, o infinito, o eterno, as múltiplas possibilidades. É a vida na Terra que conjuga e une a bússola e o relógio.


Apenas na Terra temos a noção de tempo, da forma como a concebemos, como já bem analisado pela Teoria de Relatividade de Einstein. Por outro lado, o rumo é sempre inatingível, é sempre infinito, se o considerarmos como a busca da evolução pessoal, uma busca pela perfeição. Por mais que façamos, sempre haverá o que fazer. Por mais que aprendamos, sempre há um novo aprender. Assim a meta última, a busca pela realização do que somos potencialmente como partículas da inteligência cósmica, é algo incognoscível. Portanto, o que importa é o caminho, a felicidade do caminhar em direção à meta, e não a meta em si, o seu ponto de chegada, já que este é sempre inatingível, está sempre no “vir-a-ser”.


Extraído do livro "O Despertar dos Líderes Integrais", de W. Passarella, Ed. Qualitymark - 2012 - pgs. 104 e 105




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