O Conselheiro e o touro de Picasso

Por Wanderlei Passarella


Dizem que Picasso elaborou mais de cinco mil estudos até chegar à concepção de um touro com poucas linhas e com uma fidedignidade ao que representa a essência dele.



Porém, antes desses cinco mil estudos, Picasso se qualificou para desenhar, pintar, sentir um sujeito em uma situação e intuir, sinteticamente, o que representa essa visão de forma simbólica, não matemática, mas íntegra.


É assim que vejo o trabalho do Conselheiro. Alguém que se habilitou, pelas inúmeras experiências de vida empresarial e pelo estudo continuado (gosto deste aforismo “life long learning” – aprendizado contínuo ao longo da vida e longo aprendizado sobre a vida) a ver uma empresa ou uma situação em que ela se encontra, de forma sintética, total. Alguém que sabe separar as partes do todo para analisá-las, mas que, sobretudo, sabe rejuntar o todo para compreender como ele funciona. Análise e Síntese. Parte e Todo. Ciência e Arte!!!


O trabalho do conselheiro e do conselho de administração ou consultivo, quando executado com essa sabedoria citada, agrega um valor incalculável, cujo retorno é quase infinito (já vi isso ocorrendo inúmeras vezes).


Quanto vale esse trabalho? Eis a questão. Se for capaz de extrair a essência das situações e criar sínteses sobre os caminhos a tomar, o trabalho do conselheiro vale como o quadro do touro de Picasso. Para chegar lá de forma tão simples, levou uma vida de experiências e estudos e esse é o aporte verdadeiro de valor que ele traz!


Que venha 2022 e, com ele, o reconhecimento cada vez maior do trabalho científico e artístico trazido pelos Conselhos, cujo retorno pode ser surpreendente!!!




Por Wanderlei Passarella

Chairman & CEO no CELINT e

Conselheiro Certificado Internacional (ProDir®/CCAe/ConCertif®)





Publicado originalmente em: https://www.linkedin.com/posts/wanderlei-passarella_empreeendedores-empresaerrios-executivos-activity-6880796218063163392-RIUY

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